Há pessoas que entram em uma conversa já preparando a própria defesa.
Explicam o tom, justificam a intenção, antecipam possíveis críticas e procuram a frase perfeita para não serem mal interpretadas. Por fora, isso pode parecer apenas cuidado com as palavras. Por dentro, muitas vezes existe o medo de desagradar, de provocar conflito ou de perder o vínculo.
Quando você aprendeu que um erro de comunicação poderia custar caro, explicar-se demais virou uma forma de proteção. O problema é que essa vigilância ocupa tanto espaço que você quase não consegue perceber o que realmente sente — e muito menos dizer isso com tranquilidade.
Na terapia, não se trata de aprender respostas prontas. Trata-se de reconhecer o que acontece dentro de você antes, durante e depois dessas conversas: o corpo que se contrai, a urgência de consertar tudo, a culpa que aparece mesmo quando você não fez nada errado.
Você não precisa transformar toda conversa em uma prova de que merece ser compreendido.
Se esse padrão se repete nas suas relações, podemos olhar para ele juntos. Atendimento on-line, com possibilidade de presencial em Belo Horizonte.
