“Mas eu ainda estou dando conta.”

Você trabalha, responde às mensagens, cumpre os compromissos. Por fora, a rotina continua. Por dentro, talvez esteja difícil encontrar descanso, tomar uma decisão ou falar sobre algo que vem pesando.

E, quando pensa em procurar terapia, surge a comparação: “Tem gente passando por coisas piores”. Como se fosse preciso apresentar uma dor grande o suficiente para merecer cuidado.

Você pode procurar um espaço de escuta enquanto a vida continua acontecendo. Uma dúvida persistente, uma relação difícil, uma mudança ou a vontade de compreender melhor suas escolhas também podem abrir essa conversa.

Outra preocupação comum é não saber o que dizer. Talvez você imagine que precisa chegar com uma explicação pronta ou contar toda a sua história na primeira sessão. Não precisa. Podemos começar pelo que estiver mais presente naquele dia, inclusive pela dificuldade de falar.

No primeiro encontro, há espaço para conhecer o que trouxe você, tirar dúvidas sobre o acompanhamento e perceber como se sente na conversa. A frequência e os próximos passos são combinados considerando suas necessidades. Não é uma prova de que você sabe falar sobre si.

Meu trabalho é oferecer uma escuta atenta, em que sua história possa ser compreendida com cuidado. A psicanálise, em diálogo com contribuições da neurociência e da psicologia, participa dessa escuta sem reduzir você a uma explicação pronta.

Se a ideia de começar já apareceu algumas vezes, você pode consultar horários e entender como funciona a terapia on-line. A conversa pode começar por uma dúvida.