Você deita cansado, mas não consegue descansar.
O corpo pede pausa enquanto a mente repassa conversas, organiza o dia seguinte, imagina problemas e procura soluções para coisas que nem aconteceram. Às vezes, você até dorme, mas acorda como se tivesse continuado trabalhando a noite inteira.
Nem sempre isso é apenas excesso de tarefas. Pode existir um estado de alerta que se mantém mesmo quando o dia já terminou. O organismo aprendeu que relaxar é perigoso, que é preciso prever tudo ou que parar significa perder o controle.
Por isso, descansar não depende somente de apagar a luz ou deixar o celular de lado. Esses cuidados ajudam, mas o sono também conversa com a forma como você vive suas cobranças, seus medos e suas responsabilidades.
Na terapia, podemos investigar o que sustenta essa vigilância e construir outras maneiras de responder a ela. A proposta não é obrigar a mente a ficar vazia. É criar condições para que você não precise permanecer em alerta o tempo todo.
Se o cansaço chegou ao fim do dia, mas a tensão ficou, vale escutar o que ela está tentando proteger.
