Como você percebe o próprio corpo quando está cansado, apreensivo ou à vontade? Há momentos em que os ombros se fecham, a respiração encurta e até encontrar uma posição confortável parece difícil.
Corpo e experiência emocional se relacionam. Mas uma postura não revela automaticamente um estado psicológico, e não existe uma posição corporal capaz de garantir confiança, respeito ou estabilidade emocional.
Prestar atenção às sensações pode ser uma forma de conhecer o que está acontecendo com você. Um convite para perceber limites, necessidades e desconfortos, sem transformar cada sinal em uma interpretação definitiva.
O movimento também pode fazer parte do cuidado, respeitando suas condições e possibilidades. Esse cuidado não precisa ter como medida uma aparência ideal ou a aprovação de quem olha de fora.
No encontro terapêutico, o corpo pode entrar na conversa como parte da experiência vivida. O que você sente em certas situações? Quando parece ocupar menos espaço do que gostaria? Quando consegue estar presente com mais liberdade?
O corpo não precisa ser corrigido para que você mereça presença. Ele também merece ser escutado.
